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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O MaternAtiva agora é um GAPP!




O MaternAtiva, grupo de apoio à gestantes e mães em Bauru, recebeu essa semana o selo de GAPP, ou seja, Grupo Apoiado pela Parto do Princípio. A Parto do Princípio é uma rede formada por mulheres que tem por "objetivo principal a retomada, pela mulher, do protagonismo de seus processos de gestação, parto e pós-parto. Somos, a priori, uma rede que busca resgatar o direito de cada mulher ao que chamamos de escolha informada: obter informações, tomar decisões conscientes com base nas informações obtidas e, finalmente, assumir responsabilidade sobre as decisões tomadas. Encaramos a gestação, o parto e a amamentação como processos naturais, fisiológicos, instintivos, carregados de significado e beleza, e nos quais a mulher pode e deve assumir seu papel de protagonista. Assim sendo, valorizamos infinitamente o direito de cada mulher a vivenciá-los de forma inteira, consciente, empoderada, e nossa luta é para que toda mulher que assim o deseje tenha essa oportunidade."

Ou seja, tudo a ver com os nossos objetivos como grupo de apoio presencial e o trabalho desenvolvido pelo MaternAtiva.

Mas o que é um GAPP?

"Estamos mapeando grupos de apoio presencial a gestante em todo o Brasil e formando a Rede GAPP (Grupo Apoiado pela Parto do Princípio), porque acreditamos que para a mulher conquistar um parto ativo, protagonizado por ela e comprometido com a fisiologia do nascimento, a indicação de um profissional médico simpático ao parto natural não é o bastante.
Para que as mulheres brasileiras, inseridas em uma cultura cesarista dominante, consigam realizar as mudanças individuais necessárias para terem partos ativos, elas têm que desenvolver autonomia e autoconfiança durante a gestação e precisam de apoio emocional em suas comunidades. E esse é o papel do grupo de apoio. Chamamos de GAPPs, os grupos de apoio presencial para gestantes e casais, alinhados com os valores da Parto do Princípio. Os encontros dos grupos são gratuitos, periódicos e reúnem gestantes, casais grávidos, pais e mães recentes, além de profissionais de saúde convidados. Nos grupos, os casais podem discutir dúvidas em relação à gravidez e parto, compartilhar experiências, medos e ansiedades com outras mulheres e casais que desejam ou tiveram partos ativos e, através deles, formar suas próprias opiniões e obter indicações de profissionais, maternidades e casas de parto locais. Por enquanto, a Rede GAPP tem trinta e oito grupos presenciais, em vinte e sete cidades brasileiras (ABC Paulista, Bauru, Belém, Belo Horizonte, Blumenau, Brasília, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Guarulhos, Itaperuna, Juiz de Fora, Jundiaí, Londrina, Olinda, Manaus, Maringá, Pelotas, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, São Carlos, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba e Vitória), mas a idéia é que a rede cresça, a lista aumente e esse trabalho se multiplique em todos os estados brasileiros. Dentre eles, há grupos de apoio à amamentação também.  Os grupos trabalham de forma independente, mas compartilham com a PP a missão de oferecer informação qualificada sobre gestação e parto, incentivar o parto ativo e alertar sobre os riscos das cesarianas desnecessárias. 

Se você está grávida, procure um GAPP perto de você!"

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

[notícias] Conselho Federal de Medicina quer facilitar parto normal

FABIANE LEITE - O Estado de S.Paulo
O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou ontem parecer que defende a existência de plantonistas de obstetrícia para as parturientes, o que propicia o parto normal. O parecer também pede que as gestantes sejam informadas, logo no início do pré-natal, sobre como será o acompanhamento do parto.

Atualmente, muitas mulheres são submetidas à cesariana, que é pior para a mulher e o bebê na grande maioria dos casos, em razão da não disponibilidade do médico que a acompanhou durante o pré-natal.
A baixa remuneração dos partos normais, principalmente na rede privada de saúde, propicia a decisão pela cesariana, independentemente de sua real necessidade. Atualmente a maioria dos partos nos planos é por meio de cesariana.

Segundo o conselheiro do CFM José Hiran da Silva Gallo, é importante deixar claro que uma equipe poderá realizar o parto. "Toda a gestante deve ter direito a um serviço 24 horas, com médicos obstetras habilitados."

O parecer deverá ser enviado a todos os conselhos regionais de medicina e às sociedades de especialidades médicas.

Publicado originalmente no Estadão.