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terça-feira, 6 de setembro de 2011

[material] Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê



Com linguagem simples sobre direitos ao pré-natal de qualidade, parto humanizado e assistência ao recém-nascido e à mãe, o Ministério da Saúde disponibiliza um "Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê". Essa publicação faz parte das ações da Rede Cegonha. 
Para ter acesso ao material é só acessar o seguinte endereço: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/br_guiagestantebebe_010811.pdf.
O guia tem ilustrações do cartunista Ziraldo e está dividido em quatro capítulos:


Capítulo I - Direitos da gestante e do bebê
Capítulo II - Direito ao Pré-natal de qualidade
Capítulo III - Direito do Parto humanizado e assistência de qualidade
Capítulo IV - Como garantir seus direitos

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

[material] Download de material para gestantes e profissionais da área obstétrica

Em homenagem e agradecimento à querida Renata Olah que fez uma postagem retirada do MaternAtiva no seu blog, vou aproveitar e postar alguns materiais pra download que eu encontrei no Fisio & Doula.
Nos links abaixo você encontra material que é oferecido à gestores e profissionais de saúde e que preconiza às gestantes assistência humanizada e atenção de qualidade.
Para ser direcionado para o site de download ou de exibição do material clique sobre o título.

Dicas preciosas da Campanha de Incentivo ao Parto Normal 

Agenda da Gestante

Campanha de Incentivo ao Parto Normal - Dez Dicas Fundamentais

Dossiê da Humanização do Parto

Gravidez Saudável e Parto Seguro são Direitos da Mulher

Guia para atenção efetiva na gravidez e no parto

Iniciativa Hospital Amigo da Criança - Unicef

Maternidade Segura - Assistência ao Parto Normal: Um guia prático da OMS

Parto, Aborto e Puerpério - Assistência humanizada à mulher

Política Nacional de Humanização - Humaniza SUS

Pré-Natal e Puerpério - Atenção Qualificada e Humanizada

Saúde Reprodutiva: gravidez, assistência pré-natal, parto e baixo peso ao nascer

Urgências e Emergências Maternas

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

[notícias] Cesárea adia primeira mamada do bebê, diz estudo

FLÁVIA MANTOVANI
da Folha de S.Paulo


Mulheres que passam por cesariana demoram mais a começar a amamentar seus bebês do que aquelas que se submetem a parto normal. É o que mostra um estudo feito com 8.397 mães em 47 hospitais públicos e privados do Rio de Janeiro.

Quanto antes ocorrer a primeira mamada, menores são as chances de mortalidade neonatal. A OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza que ela aconteça logo na primeira hora de vida.
Publicado na última edição dos "Cadernos de Saúde Pública", da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e realizado por pesquisadores da Secretaria de Saúde de Queimados (RJ), da Universidade Federal Fluminense e da Fiocruz, o levantamento mostra que a amamentação demora cerca de dez horas para ser iniciada após a cesárea --no parto normal, o tempo médio é de quatro horas.
Das mães que fizeram o parto natural, 22,4% conseguiram amamentar na primeira hora e 86%, no primeiro dia após o nascimento-a taxa foi de 5,8% e 76%, respectivamente, nas cesarianas.
A pediatra Roseli Sarni, presidente do departamento de nutrologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), afirma que questões hormonais podem explicar a maior dificuldade de amamentar após a cesárea. Na hora da cirurgia, a placenta pode não estar tão madura quanto estaria se o parto fosse natural, o que prejudica a produção do hormônio lactogênio placentário, que modula a produção do leite.
"Normalmente, a mulher que passa por cesárea não está no máximo da produção desse hormônio. Assim, demora a ter a chamada apojadura, quando ela sente a mama cheia, o que facilita a "pega" do bebê."
Ela diz que não há problema em colocar o bebê junto da mãe logo após a cesariana. "Há quem ache que a mãe está cansada e por isso não coloca. Mas a mulher deve pedir isso."

Benefícios

A amamentação precoce facilita a saída de leite da mama, ajuda na recuperação da mulher e faz com que o bebê chore menos, entre outras vantagens.
O leite passa anticorpos da mãe para o bebê, protegendo-o em uma fase em que seu sistema imune está vulnerável. Um desses anticorpos, que "forra" o intestino e forma uma barreira contra microorganismos, é mais secretado no colostro, o leite produzido nos primeiros três a cinco dias do pós-parto, ressalta Sarni.
O leite contém, também, probióticos, bactérias que reforçam a flora intestinal do bebê.
Na pesquisa, menos de metade dos recém-nascidos que ficaram em berçários mamaram logo no primeiro dia --esse foi o fator que, isoladamente, mais contribuiu para a demora no aleitamento. "O alojamento conjunto é um direito da mãe. O ideal é que ela fique o tempo todo com seu bebê", diz Sarni.

Saiba mais sobre maternidade, gravidez, puericultura e infância

Publicado originalmente na Folha Online.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cirurgia cesariana pode trazer mais complicações e uma pior recuperação pós-parto

São nove meses de expectativa! Durante a gestação, a barriga cresce e a mãe se prepara para o nascimento da criança. Nas consultas de pré-natal, ela obtém informações sobre um parto seguro. É a oportunidade de confirmar que, embora a cesariana seja indicada em determinados casos, o método natural continua sendo a melhor forma de dar à luz. Mesmo assim, o País registra muito mais cesarianas do que os 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A taxa nacional é de 39% e em todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste esse índice é superior a 40% - segundo dados de 2002 do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc).

Os benefícios do parto normal são inúmeros, tanto para a mãe como para seu bebê. Vão desde uma melhor recuperação da mulher e redução dos riscos de infecção hospitalar até uma incidência menor de desconforto respiratório do bebê. A técnica do Programa Nacional de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde Daphne Rattner lembra que a cesariana também pode interferir no vínculo estabelecido entre a mãe e o filho durante o parto. “Se, logo após o parto, o neném é acolhido e abraçado pela mãe, nesse momento se estabelece o vínculo maternal”, observa Daphne. “Após a cirurgia, pegar o neném no colo é dolorido e, como o bebê geralmente é levado para observação, a instalação do vínculo pode demorar mais”, completa.

Na cesariana, também é mais freqüente a ocorrência de infecção e hemorragias, além da possibilidade de laceração acidental de algum órgão, como bexiga, uretra e artérias, ou até mesmo do bebê, durante o corte do útero. A gestante pode, ainda, ter problemas de cicatrização capazes de afetar a próxima gravidez. A freqüência dessa cirurgia também limita a possibilidade de opção pelo número de filhos. “Nenhum médico deixaria uma mãe chegar a realizar seis cesarianas; geralmente as mães são esterilizadas após a terceira cirurgia”, assinala Daphne.

A incidência de morte materna associada à cesariana é 3,5 vezes maior do que no método natural. “Os riscos são inerentes à própria cirurgia, a começar pela anestesia, em que a possibilidade de uma reação é imprevisível”, afirma a técnica da Saúde da Mulher.

As vantagens do parto normal se estendem ainda à questão financeira. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o método natural custa R$ 291 e a cirurgia cesariana, R$ 402. No caso dos hospitais privados é mais difícil dimensionar essa diferença, uma vez que o valor de cada tipo de parto varia de acordo com a diária hospitalar cobrada. Há, ainda, o custo do tratamento das complicações, bem mais freqüentes no parto operatório.

Indicações - Existem indicações absolutas e relativas para a realização da cesárea. Trata-se de um procedimento importante para salvar a vida da mãe e do bebê quando uma delas - ou as duas - está em risco. As indicações absolutas mais tradicionais são: desproporção céfalo-pélvica (quando a cabeça do bebê é maior do que a passagem da mãe); hemorragias no final da gestação; ocorrência de doenças hipertensivas na mãe específicas da gravidez; bebê transverso (atravessado); e sofrimento fetal. A ocorrência de diabete gestacional, ruptura prematura da bolsa d’água e bebê com trabalho de parto prolongado são consideradas indicações relativas para a cesariana.

O Ministério da Saúde acrescentou, recentemente, outra indicação para essa cirurgia. É o caso de gestantes portadoras do vírus HIV. A cesariana passou a ser agendada nessas situações porque se descobriu que a hora do parto é o momento de maior troca sanguínea entre a mãe e o bebê. Dessa forma, a cirurgia programada reduz os riscos de transmissão do vírus.

Prematuridade - A prematuridade iatrogênica - quando se agenda uma cesariana por supor que o bebê está maduro, mas ele nasce prematuro - é uma das grandes preocupações do Ministério da Saúde. O que assusta é o alto índice de casos nos hospitais privados, em que as cesáreas são agendadas por conveniência. Para evitar a prematuridade iatrogênica, sugere-se que mesmo que seja programada uma cesárea desnecessária, a mãe espere entrar em trabalho de parto, pois esse seria um sinal de que o bebê está pronto para nascer.

Segundo pesquisa realizada no Rio de Janeiro e publicada em 2004, há uma maior incidência de partos normais nos hospitais públicos do que nos conveniados ao SUS ou privados. “Há muitos casos de mulheres, com poder aquisitivo alto, que agendam uma cesariana acreditando fazer o melhor para seus filhos”, observa Daphne. Caso nasça prematuro, o bebê é encaminhado para a UTI neonatal. O bebê sai da mãe, a melhor “incubadora” em que poderia estar, para uma incubadora mecânica, onde se exporá aos riscos de infecção e problemas respiratórios.
Ministério combate mito de “uma vez cesárea, sempre cesárea” No Brasil, existe o mito de que após a realização de uma cesárea as mulheres não podem ter um parto normal. Isso ocorre pela falta de informação, tanto das gestantes quanto de profissionais de saúde não treinados para acompanhar um parto normal em mulheres que já tenham passado por essa cirurgia.

Já existem estudos comprovando a possibilidade de ter filhos pela via vaginal nesses casos. O que não se recomenda é induzir o parto. Ou seja, usar alguma substância, geralmente a ocitocina, para acelerar o trabalho de parto, aumentando a força das contrações e diminuindo os intervalos entre elas.

Finalmente, é importante deixar que a natureza comande o processo de parir e de nascer, respeitando a forma natural. “O corpo da mulher tem um conhecimento intuitivo de como ter filhos, e a forma natural de parir pode ser muito gratificante para a mãe e seu bebê”, conclui a técnica do Programa Nacional de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde Daphne Rattner.